ONDE IR EM CAMPOS DO JORDÃO
A cidade de Campos do Jordão ( estância climática ) tem como principal atividade econômica o turismo e é um dos principais destinos de inverno no Brasil.
É o município com a sede administrativa mais elevada do país, atingindo 1628 metros na sede do município, onde está localizada a prefeitura da cidade e que pode variar para mais de 2 mil metros nos arredores do município. Está localizado no maciço da Serra da Mantiqueira, uma das mais elevadas cadeias de montanhas do Brasil.
Possui uma área de 289,5 km². É constantemente visitado por turistas de todo o Brasil e até mesmo do exterior, que visitam a localidade para gozar do clima de inverno e a arquitetura germânica.
Seu clima é tropical de altitude com verões amenos e invernos frios. Ocorrências de neve foram registradas em 1928 e 1942 sendo última vez que foi registrado nevasca na cidade, geada são comuns de se ocorrer durante o inverno.
Campos do Jordão é considerado a Suiça brasileira.
CULTURA
É realizado anualmente o Festival de Inverno de Campos do Jordão, um festival internacional de música erudita com apresentações e cursos para
estudantes durante o mês de julho, ja no mês de setembro é realizado o Festival da Viola.
HORTO FLORESTAL
O Horto Florestal é o Parque Estadual de Campos do Jordão, e é um dos 25 parques do estado de São Paulo destinados à observação da natureza com cerca de 8.5 mil hectares.
A Presença imponente da Serra da Mantiqueira confere ao parque características muito especiais. Seu relevo é bastante acidentado e sua área repleta
de nascentes de água. As trilhas em número de seis e auto-guiadas são uma das possibilidades que o parque oferece para um contato mais direto com a natureza.
O Parque Estadual do Horto Florestal de Campos do Jordão oferece passeios e diversão para toda a família, pois além de trilhas por dentro da mata que cerca o parque,
o Horto também oferece áreas para pique-niques, restaurante, lanchonete e hospedaria.
As caminhadas pelas trilhas da Cachoeira do Garalhada, Quatro Pontes, Sapucaí, Campos e Canhambora são consideradas leves, com até 2 horas de duração.
As trilhas da Cachoeira da Celestina e da Pedreira são um desafio. Na primeira a caminhada tem 5 horas de duração e percorre bosques de araucárias e a Mata Atlântica
adentro. A Pedreira oferece momentos de muita ação, onde ao final de uma caminhada de 3 horas, é preciso escalar uma pedreira de 15 m. de altura com técnicas de rapel.
É recomendado que estas trilhas sejam feitas com acompanhamento de um guia especializado.
O Parque Estadual do Horto Florestal está aberto diariamente das 8h às 17h. É cobrado uma taxa de acesso por pessoa e por veículo.
Mais informações nos telefones (12) 3663 1977 ou
Secretaria do Meio Ambiente (12) 3662 3526
MUSEU FELÍCIA LEIRNER
Nos jardins do Auditório Cláudio Santoro, se une à paisagem verde do Alto da Boa Vista, o branco das esculturas de gesso da artista plástica Felícia Leirner.
Felícia faleceu em 1996 e deixou 108 obras expostas ao ar livre no museu que foi inaugurado em 1978. A artista deixou retratado o seu amor por Campos do Jordão
nas obras que doou para completarem o lindo cenário que envolve o Auditório Cláudio Santoro.
Felícia Leirner (Varsóvia, 1904 — São Paulo, 1996) foi uma escultora brasileira, nascida na Polônia. Em 1927, veio para o Brasil, país que adotou como pátria, até a sua morte.
Aos 44 anos, iniciou seus estudos de escultura com o renomado artista Victor Brecheret. Seus primeiros trabalhos pertencem à fase Figurativa e datam de 1950 a 1958. Em 1953 e 1955, confirmou sua importância como artista ao participar das bienais internacionais de São Paulo. Na de 1955, foi agraciada com o Prêmio de Aquisição do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Nessa época, sua obra teve importante reconhecimento no país e no exterior. Em 1957, suas esculturas foram incorporadas aos acervos do Museu de Arte de São Paulo ( MASP ) e do Museu de Arte Moderna de Paris.
Outros importantes museus da Europa, como o Stedejlik Museum de Amsterdã e a Tate Gallery de Londres, também adicionam seus trabalhos às respectivas coleções. Em 1963, a Bienal de São Paulo dá a Felícia Leirner o prêmio de Melhor Escultor Brasileiro.
Entre 58 e 62, a artista já consagrada, entra em um novo momento de sua trajetória. Suas peças começam a tornar-se abstratas. Nasce a fase das Cruzes (1963) seguida pela Estruturações ( 1964/1965 ). Seu trabalho continua a ser reconhecido no Brasil e no exterior. Nas Bienais VIII, IX e X expõe em Salas Especiais.
O Correio do Brasil emite um selo comemorativo da X Bienal escolhendo uma escultura da Felícia para ilustrá-lo. Outros museus de renome mundial como o Hermitage na Rússia, o Royale de Belgique, o Ein-Hod de Israel e a Moderna Galeria de Belgrado acolhem suas obras.
Em 1962, abalada pela morte precoce de seu marido Isai Leirner, troca São Paulo por Campos do Jordão, onde abriga as suas esculturas até 1978, época em que foram transferidas para o recém-criado Museu Felícia Leirner.
Sempre em busca de novas formas e materiais, deixa o barro, o bronze e o granito e começa a produzir grandes peças em cimento branco, auxiliada por trabalhadores da região. Esse é o ponto de partida para a fase dos Habitáculos, de 1966, onde envereda pela território da arquitetura, com esculturas habitáveis. Seu amor à natureza e aos animais a leva em 1970 à fase dos Bichos, um curioso e fantástico zoológico de ricas formas. Na mesma época, concebe um grande conjunto dedicado ao Homem e a Família.
Obra de grandes dimensões, com quase 8 metros de comprimento por 3 de altura foi também executada em granito. Essa versão encontra-se nos jardins diante do Palácio do Governo do Estado de São Paulo. A partir de 1970, passa a executar as grandes Colunas, cheias de cavidades, onde a água da chuva poderia se acumular e refrescar os pássaros, animais pelos quais sempre demonstrou especial carinho. Emblemática desta fase é o São Francisco, de braços abertos aguardando a visita dos pássaros.
O amor de Felícia Leirner à natureza e a Campos do Jordão foi concretizado em 1978 com a criação do Museu Felícia Leirner pelo Governo do Estado de São Paulo. Todas as obras de sua autoria e de sua propriedade foram doadas pela escultora ao recém criado museu. O International Sculpture Center de Washington, através de sua revista Sculpture classificou, em 1987, o parque de esculturas Felícia Leirner entre os mais importantes do mundo.
Felícia Leirner continuou seu trabalho, produzindo obras dentro do próprio museu. É a fase dos Portais que se inicia em 1980 com formas recortadas, planas, que se distribuem sobre a paisagem como mensagens enigmáticas. Em 1982, coloca duas molduras em uma árvore torta. É o fim de sua produção no museu. A partir desse momento, recolhe-se em sua casa de Campos do Jordão, onde continua, como sempre, a distrair-se com seus talentos. Borda, faz tapetes, desenha e escreve : Felícia também continuou a produzir esculturas menores em barro, que eram depois fundidas em bronze. Quase todas retratavam pássaros.
Nunca envelheceu, só tornou-se mais idosa. Amada pela família, admirada por um grande número de artistas e intelectuais passou seus últimos anos, entre Campos do Jordão e São Paulo, quando a temperatura era amena. Felícia Leirner morreu tranquilamente aos 92 anos em sua casa de São Paulo.
Felícia Leirner:
"O Que Faço:
Arrumo, Desarrumo,
corto, Emendo, Arranjo,
Furo Papel, Pano, Tudo Que Estiver Ao Meu Alcance
Arrumando, Dessarrumando, Modificando
E Daí, O Que Valeu?
Valeu O Que Senti E Modifiquei."
PALÁCIO ALTO DA BOA VISTA
Palácio Alto da Boa Vista, considerado uma das referências arquitetônicas da cidade, que demorou 25 anos para a sua conclusão, guarda uma boa estadia ao Governador do Estado e um acervo de artes modernas, além de estar rodeada de vegetação natural, que compõe o cenário, tipicamente, europeu..
Foi neste ponto turístico que o badalado Festival de Inverno começou. Ele sediou os primeiros festivais que, assim como o Palácio, viria a se tornar uma grande atração da cidade.
A residência de inverno do Governador do Estado de São Paulo foi construída pelo então interventor federal Adhemar de Barros. O arquiteto Jorge Ptzrembel idealizou e projetou o "castelo" no estilo Mary Tudor. Em meados de 1939 o Palácio já podia ser visto de alguns lugares da cidade pois, sua localização é privilegiada: Alto da Boa Vista.
A construção ficou parada por 25 anos e, em 21 de julho de 1964 o Palácio do Governo foi inaugurado.
Hoje, ele é palco de um museu de arte. Sua decoração é feita com mobília antiga, possui valiosas obras de artistas contemporâneos como Portinari, Di Cavalcanti,
Tarsila do Amaral e Rebolo, além de pratarias catalogadas, alfaias, objetos religiosos e raras tapeçarias, sem perder sua função inicial de ser a casa de inverno do Governador do Estado.
Monitores recebem e orientam os visitantes, além de explicar as obras e peças expostas.
Mais informações:
O Palácio do Governo fica localizado na Av. Dr. Adhemar de Barros, 3001, Alto da Boa Vista. Tel: (12) 3662-1122
Horário para visitas: De 4º feira a domingo, e feriados das 10h às 12h e das 14h às 17h.
ESTRADA DE FERRO CAMPOS DO JORDÃO
Conteúdo fornecido pela E.F.C.J.
Histórico
Idealizada pelos médicos sanitaristas - Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho, que conhecedores da situação climática da então pequena Vila de Campos do Jordão,
a construção da Estrada de Ferro iniciou-se na cidade de Pindamonhangaba, proporcionando um meio de acesso àquela localidade, a 1700 metros de altitude para
aproveitamento do clima ali reinante, como elemento coadjuvante na cura de doenças respiratórias.
Construída em 1914, com seus primeiros carros movidos a vapor e posteriormente a gasolina; somente em 1924 a Estrada de Ferro Campos do Jordão, foi eletrificada
pela "The English Electric Co". A ferrovia cumpriu por vários anos os objetivos que motivaram sua construção e, também transportou durante longo tempo grande
quantidade de frutas, verduras e legumes cultivados pela operosa Colônia Japonesa radicada no Vale Renópolis, alto da serra, assim como materiais para construção.
Com o advento do turismo, e a tomada de consciência da sua importância num país como o Brasil, a ferrovia adentrou confiante pelo novo campo, considerando as suas
características e a localização geográfica privilegiada no Vale do Paraíba e a Serra da Mantiqueira.
Hoje, como um órgão ligado à Secretaria dos Negócios de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo, a Estrada de Ferro Campos do Jordão, é uma ferrovia voltada
integralmente à serviços turísticos.
Suas construções obedecem a uma linha arquitetônica que se mantém inalterada através dos anos, formando um conjunto harmonioso, típico das ferrovias do passado.
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